quarta-feira, 20 de agosto de 2008

para fazer poesia
só é necessário uma coisa
TUDO

Fahrenheit 451




O que aconteceria se os bombeiros não apagassem mais fogo e sim ateassem. É isso que acontece no filme Fahrenheit 451 dirigido por François Truffout, neste mundo as pessoas não podiam ler, pois se elas lessem, elas pensavam, criavam argumentos, e isso fazia com que elas fossem infelizes.
Truffout, faz um belíssimo trabalho trazendo para nós uma visão diferente de mundo, onde as pessoas são manipuladas pela TV(não que isso não aconteça no dia de hoje), e se eles são pegos lendo qualquer tipo de livro, são reeducados para viver na sociedade novamente. Se a casa de alguém tem livros escondidos, eles são presos e os bombeiros ateiam fogo neles fazendo com que virasse pó.
Mas Sontag, um bombeiro, personagem principal, que começa a achar estranho essas atitudes, vai contra seu comandante, começa a furtar os livros, leva-os para casa e esconde-los, e a noite ele começa a lê-los, seu pensamento começa a mudar, ele percebe que os livros são bons. Mas ele é denunciado pela sua própria mulher, o mesmo é perseguido.
Sontag consegue fugir para um lugar onde os livros são aceitos, onde vivem adoradores de Literatura, filosofia, sociologia, etc...
Essas pessoas tinham uma visão diferente de ver o mundo, pois possuíam um pensamento diferente de ver o mundo, por isso eram consideradas estranhas, eram chamadas pessoas/livros. Elas liam os livros, decoravam e em seguida o livro era queimado, seus nomes passavam a ser o nome livro escolhido por eles.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Amor Fati em Ricardo Reis




Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

(seja você mesmo não se preocupe com a aparência e sim com a essência.)

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

(O que é real?
Idealizar – frustra-se)

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente. --------------> Amor Fati
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode.
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

(metásifica: a palavra metafísica já explica alem da física uma coisa q a ciência não consegue explicar a resposta está além sos deuses. Quem nunca se perguntou, ou entrou em crise existencial, “de onde vim? para onde eu vou? Quando a gente se vê sozinho,sem respostas, é por que não existe respostas, por mais que busquemos elas, e nem se quer existe uma promessa de um dia encontrá-las.)


Nem sempre estamos livres em todo nosso ser, na Ode de Reis surge o a idéia de cada um seguir o seu próprio destino, sem preocupações. Também defende o prazer e a busca a ilusão para viver feliz. Considera que nós, sendo iguais a nós próprios, seremos sempre aquilo que queremos ser, se soubéssemos tentar alcançar apenas o que nos foi predestinado. O destino comanda a vida e as explicações para os acontecimentos estão mesmo “além dos deuses”. Devemos “viver simplesmente” aceitar calmamente tudo o que o destino no reserva e sem nos apegarmos à vida. Daí, a intenção de Reis de viver simplesmente e aproveitar o momento presente o “Carpe Diem”. “Os deuses são deuses. Porque não se pensam”, dizem que somos seres imperfeitos porque pensamos, e os deuses não porque não pensam.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Clássico Ricardo Reis

Os três heterónimos (Alberto Caeiro, Ricardo Reis,Álvaro de Campos) e "O Menino da sua Mãe" Desenho a esferográfica de Almada Negreiros

Fernando Pessoa por ser tão grande teve que dividir em seus heterônimos, foi dividindo-se que o poeta se encontrou, o que mais chama minha atenção é Reis, em 1887, nasceu Ricardo Reis, heterônimo de Pessoa, nasceu no Porto, foi medico e viveu no Brasil. Um pouco, mais muito pouco, mais baixo, mais forte (que Caeiro), mais seco, de um vago moreno mate. Foi discípulo de Alberto Caeiro, outro heterônimo de Pessoa de quem adquiriu a lição de paganismo espontâneo. Educado num colégio de jesuítas, é, como disse foi médico viveu no Brasil desde 1919, pois se expatriou espontaneamente por ser monárquico. É um latinista por educação alheia, e um semi-helenista por educação própria, diferentemente de Caeiro é mais Romano que Grego, gosta de Lucrécio de Virgilio, de Propércio, e sobretudo de Horácio. Reis é marcado por uma profunda simplicidade da concepção da vida, por uma intensa serenidade na aceitação da relatividade de todas as coisas. Reis constitui em sua obra um conjunto de cerca de 250 Odes, ele é clássico busca o equilíbrio (inclusive em suas Odes) precisa equilibrar esse Carpe diem Reis adquiriu a lição de paganismo espontâneo de Alberto Caeiro, vendo a enfermidade da vida Reis vê a morte como um destino inevitável, com algo que não o torne um excessivo em “êxtase e entusiasmo”, então não aceita a alegria total, se ele se deixasse entrar no estado de êxtase e entusiasmo, ofenderia os deuses, e por isso ele se equilibra com uma tristeza.


Fernando Pessoa sentado num jardim
Desenho de Almada Negreiros


Lídia, como Cloé, assim como Neera, todas são mais ou menos a mesma coisa: imagens de desejo que o Reis enxerga, mas não toca, no caso de Pessoa, todas elas são a impossibilidade do amor, calcadas na relação platônica com Ofélia, a única mulher que amou em vida, mas que nunca teve nada de verdade com ele, a não ser intenções.

“Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos)...”

terça-feira, 5 de agosto de 2008



Ser louco é pouco,

porque a loucura é muita.